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Londres: quais museus visitar na capital inglesa?

Natural History Museum em Londres

Londres é a cidade dos museus e das galerias de arte. Tem para todos os gostos e estilos, você encontra desde locais focados a mostrar sobre a arte pré histórica, clássica, e, até mesmo sobre a arte moderna. Além dos museus mais científicos, que contam a história do desenvolvimento biológico do planeta. Ainda há a possibilidade de conhecer a arte de rua em East London, que é uma verdadeira galeria a céu aberto. Há também os museus que contemplam especificamente a arte inglesa, já outros, abrangem também a internacional. E então, quais museus visitar na capital inglesa? São milhares de opções e eu vou te ajudar de acordo com quais museus eu acredito serem os mais imperdíveis! 

O grande ponto positivo de tudo isso, é que a maior parte dos museus não cobra ingresso para a sua visitação. O que é super vantajoso e fará com que você economize um valor considerável dependendo da quantidade de museus que você quiser conhecer. 

Abaixo listo alguns dos principais museus da cidade, o que pode te ajudar no momento de definir qual deles entrará na sua lista durante a sua estadia por Londres. Importante deixar claro, é muito difícil que você consiga ir em todos eles em uma única passada por lá! Pois ainda há inúmeros outros pontos turísticos para conhecer, além de bairros interessantes e diferentes parques, que com certeza, valem a inclusão no seu roteiro.

Londres: quais museus visitar na capital inglesa?

British Museum

Não poderia começar essa lista falando de outro museu que não fosse o British Museum. Ele ocupa o quarto lugar na lista das atividades para se fazer em Londres, de acordo com o site TripAdvisor. É o museu mais visitado em todo o Reino Unido e o segundo na Europa – ficando atrás apenas do Museu do Louvre em Paris, França.

Interior do British Museum
Interior do British Mueum (Nicolas Lysandrou/Unsplash)

Seu acervo é enorme, com 8 milhões de peças, entre quadros, esculturas, artefatos históricos, entre outros objetos. É lá que você encontra a importante Pedra de Roseta – que foi fundamental para a interpretação moderna dos hieróglifos egípcios. Além disso, ele conta toda a história da humanidade ao longo do tempo. Aliás, o British Museum foi o primeiro museu nacional a cobrir todos os campos do conhecimento humano.


Em época de Corona vírus, vale ressaltar, que é possível acessar a maioria das galerias do museu virtualmente! Basta acessar esse link aqui e você terá a oportunidade de conhecer diferentes obras de arte sem sair de casa. Algumas das galerias que estão disponíveis nesse tour virtual são sobre: arte egípcia, cultura mexicana, obras e artefatos da Europa medieval, cultura africana, esculturas gregas e muitas outras.


Como chegar no British Museum

O British Museum está aberto diariamente e conta com livraria e café/restaurante no local. Já nas sextas-feiras, é quando fica aberto até mais tarde – 20h30. É bem tranquilo de chegar até ele, você pode ir andando a partir da Oxford street (rua comercial de Londres) e também há diversas estações de metrô bem próximas ao museu, como a Tottenham Court Road – que fica na Oxford street – está apenas a 4 minutos andando do museu, ou então você pode parar na estação Russel Square que está distante 7 minutos andando do British Museum. Mais informações sobre a abertura do museu durante a pandemia do coronavírus, você encontra direto no site oficial.

Tate Modern

É o museu de arte moderna que eu mais tenho vontade de voltar. Não importa quantas vezes eu tenha ido. O Tate Modern faz parte de um grupo com mais três museus no Reino Unido: o Tate Britain (em Londres também), o Tate Liverpool (localizado na cidade de mesmo nome) e o Tate St. Ives (que fica na região da Cornualha).

O Tate Modern fica às margens do rio Tâmisa – que corta a cidade – no local onde, antigamente, funcionava uma indústria elétrica, em um prédio icônico que já é um símbolo de Londres. Ele também é gratuito e abre diariamente, das 10h às 18h. Uma dica, não deixe de visitar a book shop que está localizada no subsolo do museu. Pois além de lembrancinhas do Tate, você encontra livros maravilhosos de arte e de outros diferentes assuntos que você pode imaginar.

A maravilhosa vista do outro lado do rio Tâmisa para o Tate Modern e o famoso prédio The Shard, em Londres.
Tate Modern com o prédio The Shard à sua esquerda (Daniel Shearing/Ramboll)

Em seu acervo permanente, estão obras de renomados artistas, como Picasso, Monet, Pollock, Salvador Dalí, entre muitos outros. Além disso, o Tate Modern conta constantemente com exposições fechadas – nas quais, ingressos são cobrados à parte – uma delas, que está acontecendo atualmente, é com as obras de Andy Warhol. Ela fica em cartaz até novembro de 2020.

Dentro do museu, em uma parte chamada de Turbine Hall, que fica no térreo. Todo ano, um artista é convidado a expor sua obra nesse espaço. Normalmente são instalações surpreendentes. Uma das mais famosas que ocuparam a Turbine Hall é a da artista Louise Bourgeois, que é criadora da aranha gigante chamada Maman.

Escultura "Maman" de Louise Bourgeois na Turbine Hall no museu Tate Modern em Londres.
Maman de Louise Bourgeois na Turbine Hall (divulgação/The White Review)
Como chegar ao Tate Modern

Existem diversas maneiras de chegar ao Tate Modern. Você pode pegar um barco (o Tate Boat) que faz o percurso Tate Britain (próximo a estação de Pimlico) até o Tate Modern, ou então descer na estação de St. Pauls, aproveitar e conhecer a Catedral de mesmo nome, e, depois, atravessar a pé a Millenium Bridge (construída na virada do século, assim como o Tate) para chegar ao museu. Ou ainda, você pode ir de metrô e descer na estação Southwark – o museu estará a 600m de distância.

Victoria & Albert Museum

O Victoria & Albert Museum evidencia a arte e o design. Para quem gosta desses assuntos, é um prato cheio! Ele conta a história da arte e da criatividade humana de 5 mil anos, ou seja, desde os primórdios, passando por importantes épocas como o renascentismo, até os dias atuais.

Victoria & Albert museum em Londres
Victoria & Albert (@vamuseum/Instagram)

Em seu acervo, mais de 4,5 milhões de objetos e artefatos são contabilizados. Desde cerâmicas chinesas até mesmos peças de roupas do irreverente estilista britânico Alexander McQueen.

Entre os artigos expostos – divididos em diferentes galerias – encontram-se jóias, mobiliários, tapeçarias, artefatos, objetos arquitetônicos, cerâmicas, pinturas, fotografias, desenhos, esculturas, de artistas conhecidos mundialmente, como Michelângelo, Rafael, Rodin e até mesmo mesmo Leonardo da Vinci. Além disso, esses objetos possuem as mais variadas origens, como Índia, Japão, China, entre outros países e culturas.

Porém, o V&A (como é conhecido), não cativa apenas pela sua coleção permanente, mas também, dispõe de um maravilhoso jardim no seu interior. Descansar ali fora em um dia de sol, é ótimo! Uma dica, não deixe de visitar a lojinha do museu, pois ela é tida como uma das melhores lojas de museus de Londres.

Mas, o principal motivo pelo qual eu realmente gosto e indico o V&A é pelas suas exposições temporárias, que possuem uma excelente curadoria. Já passaram por lá mostras de consagrados estilistas como Cristóbal Balenciaga (admirado, inclusive, por Coco Chanel) em 2018, Christian Dior, o próprio Alexander McQueen, já mencionado anteriormente, Mary Quant, a percursora da minissaia, e diversos outros. Além de nomes da moda, o museu recebeu, em 2013, uma super exposição do músico David Bowie, na qual eu tive o enorme prazer de visitar e conhecer um pouco mais sobre o universo de Bowie. Foi realmente uma experiência inesquecível para uma amante de moda e música, como eu.

Luminoso exposição David Bowie no V&A em Londres
Exposição David Bowie
Como chegar no Victoria & Albert Museum

A localização do V&A é perfeita se você quiser emendar outros museus no mesmo dia, pois próximo a ele se encontram também o museu de história natural – Natural History Museum e o museu de ciências – Science Museum (ambos ótimos, ainda mais se você estiver com crianças). Eles estão localizados em South Kensington, a estação de metrô de mesmo nome é a mais próxima de todos eles. Inclusive, você pode ir pela parte subterrânea mesmo até a entrada de cada um deles. Boa saída em dias frios ou chuvosos…


Victoria & Albert é mais um museu gratuito que Londres te propicia. Devido a pandemia do coronavírus, ele ficou fechado, obviamente. Mas vai reabrir em agosto de 2020 com horário super reduzido e visitas agendadas previamente pelo site oficial. A partir de 27 de agosto de 2020, seus horários serão das 11h às 19h de quinta-feira à domingo.


National Gallery e National Portrait Gallery

A National Gallery ou galeria nacional, foi fundada em 1824, a partir da compra de uma coleção particular de 38 obras. Atualmente é uma das atrações mais visitadas em Londres.

Lá você encontra importantes pinturas que datam desde o século XIII até o início do século XX. Trabalhos de artistas como Van Gogh, Michelangelo, Velázquez, Paul Cézanne, Rembrandt, Leonardo da Vinci, ente outros nomes estão expostas por lá. A coleção do museu conta com 2,3 mil obras no total! Uma dica é reservar pelo menos 2 horas para a visitação, na minha opinião.

Um fato histórico é que durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente, em agosto de 1939, com a crescente possibilidade de bombardeios no local do museu, a National Gallery fechou suas portas e teve seus quadros retirados e escondidos em outro lugar. Tudo isso com o objetivo de tentar salvar o máximo possível do seu acervo.

National Gallery em Londres
National Gallery (@nationalgallery/Instagram)

Localizada na famosa e central Trafalgar Square, a visita à National Gallery, pode ser facilmente combinada com outros passeios por Londres. Por exemplo, você pode programar o museu com a própria praça Trafalgar Square, Picadilly Circus, Covent Garden, Soho e até mesmo com o bairro de Chinatown.

Como chegar na National Gallery

O museu já foi reaberto, após o isolamento social. Porém está aceitando visitas somente se reservadas antecipadamente pelo site oficial. A National Gallery funciona diariamente das 11h às 18h, com exceção das sextas-feiras, quando fecha às 21h. Você chega lá a pé, caso já esteja passeando pelo centro da cidade, ou então pelo metrô, a estação mais próxima é Charing Cross.

National Portrait Gallery

Vizinha da galeria nacional, e muitas vezes esquecida, exatamente por isso, a National Portrait Gallery é focada apenas em retratos. Ela conta a história britânica através deles, desde o século XVI até o momento presente. É a maior coleção de retratos do mundo, são mais de mil obras no seu acervo.

Nos seus retratos, estão importantes nomes do desenvolvimento britânico, como reis, rainhas, poetas, pensadores, artistas e outros. O retrato da Duquesa de Cambridge, Kate Middleton já faz parte da coleção da galeria. Além dela, outros nomes contemporâneos também somam ao acervo da National Portrait Gallery, é o exemplo da escritora da coleção Harry Potter, J. K. Rowling.


Porém, atualmente, o museu encontra-se fechado para reformas e tem sua reabertura programada somente para a primavera de 2023. Até lá, suas obras podem ser conhecidas através do tour virtual disponibilizado no site da galeria.


Natural History Museum

Por fim, o último museu que entra na lista “quais museus visitar na capital inglesa?” é o museu de história natural – Natural History Museum. Sua coleção inclui mais de 80 milhões de espécimes de ciências naturais, que vão de micro organismos, até mesmo, a esqueletos enormes de dinossauros e baleias. Enfim, ele abrange bilhões de anos da diversidade biológica do nosso planeta. É o maior e mais importante acervo de história natural do mundo.

Fundado em 1881, o Natural History Museum está localizado em South Kensington, em um prédio lindíssimo conhecido como Waterford Building. Além de museu, lá funciona também, um centro renomado de pesquisas científicas.

Fachada do Museu de história natural em Londres
O lindíssimo prédio do Natural History Museum (Grant Richie/Unsplash)

O museu se divide em zonas, cada uma delas, determinadas por cores. Na zona laranja, estão insetos e plantas; na zona azul, você encontra desde materiais sobre a biologia humana e os mamíferos, até mesmo, sobre dinossauros, anfíbios e répteis. É nessa zona que se encontra o fóssil da enorme baleia. Já na zona verde, estão mostras de pássaros, aranhas e minerais. E, finalmente, a zona vermelha, que é focada na evolução humana e do planeta Terra. Nela, você pode experimentar como é um terremoto, por exemplo.

No gigantesco hall do museu, o chamado Hintze Hall, até 2017 você se deparava com o enorme esqueleto de um dinossauro (uma réplica) – o Diplodocus, apelidado de Dippy, que ficou exposto lá por anos. Mas, hoje em dia, o que ocupa esse importante lugar, é o esqueleto real de uma baleia azul, o maior animal vivo que já existiu.

Hintze Hall e a magnífica baleia azul (Sefora Castaldo/Unsplash)

Além da exposição permanente, que você tem acesso gratuitamente, acontecem simultaneamente, exposições temporárias, onde ingressos são cobrados. Vale conferir no site do museu essas programações.

Outras experiências

Mas, se você ainda busca por experiências diferenciadas, o Natural History também te proporciona isso! Por exemplo, é possível fazer aula de yoga no hall do museu e até mesmo, participar de uma festa, a chamada Silent Disco, que acontece lá dentro. Porém, essas atividades extras estão suspensas até outubro. Vale ressaltar, que para participar, você deve comprar o ingresso pelo site.

Aula de yoga dentro do Natural History Museum
Aula de yoga que acontece no hall do museu (divulgação/Natural History Museum)

A visita ao museu é ideal se você está acompanhado de crianças, mas, mesmo que não esteja, tenho certeza que será um ótimo entretenimento. Eu nunca fui com criança lá e já o visitei mais de uma vez. Durante o inverno, uma pista de patinação no gelo é construída na área externa, sendo uma boa ideia a combinação desta, com a visita ao museu.

Como chegar ao National History Museum

O Natural History Museum está localizado próximo ao Science Museum e ao Victoria & Albert Museum. E você chega lá tranquilamente pela estação de metrô South Kensington.

Ele já está reaberto após o isolamento social que aconteceu em Londres, porém, para visitá-lo, você deve agendar aqui seu ingresso, por mais que este seja gratuito. Dias e horários de funcionamento: de quarta-feira à domingo das 11h às 18h. Enfim, um tour virtual também está disponível. Acesse aqui para conferir.


Outras opções do que fazer em Londres

Além dos museus, Londres tem mais uma infinidade de atrações para conhecer. Muitos passeios ao ar livre como parques, ruas, feiras, mercados, além de pubs e bares a perder de vista! Você jamais ficará entediado, isso eu te garanto.

Dê uma olhada aqui outros posts sobre o que mais é possível fazer e conhecer em Londres. Nesse post aqui, você também confere onde se hospedar na cidade. Espero que eu tenha te ajudado a decidir sobre quais museus visitar na capital inglesa.

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